domingo, 22 de dezembro de 2013

Quando a Lua é a única luz que temos



Não sei se serei eu apenas a imaginar, ou estarei a ver mesmo uma luz refletida no teu olhar brando? Existirá ainda uma réstia de saudade das nossas memórias enquanto ainda elas viviam no teu coração?
É toda uma série de indagações jamais respondidas. É um sentimento de ódio íntimo e pessoal. Entre o limiar, entre a fronteira que separa uma estrada de uma floresta, que separa o meu território do de todos os outros, está a verdade absolutamente resolvida em recantos sub-reptícios.
Tentando, por em excesso acreditar, resolver equações do amor, consumi toda a pura virtude em mim, caí. Querendo ou não querendo, a equação do amor não resolvida, será então denominada de equação de como saber amar. Saberei eu amar? Relutâncias…
O mar lança o que o meu corpo inspira, o sentimento de acreditação que um dia a tua física será minha e que em meu torno girará tudo o que a ti pertencer, todavia, egocentrismos no mundo do Sentimento não são permitidos.
Esperava eu que a todas estas minhas perguntas tu soubesses responder, mas… Nem eu, nem eu. Nem eu as saberei solucionar. Sinto que por vezes somos três, eu, tu e eu. Duas vezes eu, soma fatal.
Tento eu agir com naturalidade. Olhas-me tu por fora. Nunca por dentro eu serei olhado. A minha fragrância jamais será esquecida, revolvida. Terei eu de me impor a mim próprio e marcar o meu próprio território no mundo? Talvez. Talvez também no teu mundo. Quero preencher o lugar. Lugar esse partilhado por ti e por ele; eu sei que entre vocês haverá um papel, uma história. O que sou eu para ti? Namorado? Marido? Confidente? Amante?
Nunca te direi nada sobre mim, esconderei sempre tudo. A minha fragrância não poderá ser corrompida. Não espero que sintas o meu perfume, espero que não vagueies noutros mares.

Quando a Lua é a única luz que temos basta viver , ansiando a chegada do dia seguinte, refletindo sobre tudo o que estará longe. Quando a Lua é a única luz que temos basta esconder, esconder tudo o que de fraco e forte temos, sem nunca mostrar armas, apenas olhares.