Não sei se serei
eu apenas a imaginar, ou estarei a ver mesmo uma luz refletida no teu olhar
brando? Existirá ainda uma réstia de saudade das nossas memórias enquanto ainda
elas viviam no teu coração?
É toda uma série
de indagações jamais respondidas. É um sentimento de ódio íntimo e pessoal.
Entre o limiar, entre a fronteira que separa uma estrada de uma floresta, que
separa o meu território do de todos os outros, está a verdade absolutamente
resolvida em recantos sub-reptícios.
Tentando, por em
excesso acreditar, resolver equações do amor, consumi toda a pura virtude em
mim, caí. Querendo ou não querendo, a equação do amor não resolvida, será então
denominada de equação de como saber amar. Saberei eu amar? Relutâncias…
O mar lança o que
o meu corpo inspira, o sentimento de acreditação que um dia a tua física será
minha e que em meu torno girará tudo o que a ti pertencer, todavia,
egocentrismos no mundo do Sentimento não são permitidos.
Esperava eu que a
todas estas minhas perguntas tu soubesses responder, mas… Nem eu, nem eu. Nem
eu as saberei solucionar. Sinto que por vezes somos três, eu, tu e eu. Duas vezes
eu, soma fatal.
Tento eu agir com
naturalidade. Olhas-me tu por fora. Nunca por dentro eu serei olhado. A minha fragrância
jamais será esquecida, revolvida. Terei eu de me impor a mim próprio e marcar o
meu próprio território no mundo? Talvez. Talvez também no teu mundo. Quero
preencher o lugar. Lugar esse partilhado por ti e por ele; eu sei que entre
vocês haverá um papel, uma história. O que sou eu para ti? Namorado? Marido?
Confidente? Amante?
Nunca te direi
nada sobre mim, esconderei sempre tudo. A minha fragrância não poderá ser
corrompida. Não espero que sintas o meu perfume, espero que não vagueies
noutros mares.
Quando a Lua é a
única luz que temos basta viver , ansiando a chegada do dia seguinte,
refletindo sobre tudo o que estará longe. Quando a Lua é a única luz que temos
basta esconder, esconder tudo o que de fraco e forte temos, sem nunca mostrar
armas, apenas olhares.

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